A crise é um momento de puxarmos as rédeas? Ou soltá-las?
abr./2015 Pedro | Estrategiando

Em uma reunião com alguns empresários na semana passada, não demorou muito para que  o papo enveredasse para um dos temas que recentemente tem dominado as conversas: A CRISE DE 2015.

Enquanto refletíamos sobre as causas e potenciais impactos deste difícil momento político e econômico, lembrei de uma reflexão trazida por um empresário que admiramos muito e que é um apaixonado por cavalos.

Quando estamos montando um cavalo em uma descida íngreme, nosso movimento natural é o de puxar as rédeas, com o objetivo de frear o cavalo e segurar o passo, garantindo maior segurança à descida.

Cavalo

Entretanto, o que ocorre é que quanto mais puxamos as rédeas, menos o cavalo consegue se ajustar aos desafios da descida, pois não pode utilizar de forma apropriada o balanço do seu corpo e aproveitar as irregularidades do terreno para aumentar a segurança do trajeto.

Paradoxalmente, nestes casos o correto seria soltar as rédeas, dando maior liberdade para que o animal possa rapidamente se adaptar aos percalços e até utilizá-los em benefício de ambos.

Depois de apresentar esta reflexão, tivemos boas conversas sobre o que significaria neste momento “soltar as rédeas” das empresas e com isto minimizar os potenciais efeitos danosos da crise que se aprofunda.

De que forma você acredita que esta perspectiva pode se aplicar aos desafios que estamos vivendo? Acredita mesmo que há oportunidades de soltarmos as rédeas em um momento tão desafiador?

2 comentários a A crise é um momento de puxarmos as rédeas? Ou soltá-las?

  1. Excelente! Sei bem como se anda a cavalo.
    É exatamente assim. Parabéns pelo artigo.

  2. Silvio Renato Del Boni disse:

    Apesar de um pouco mais longe da origem do artigo, a crise não diminuiu o ritmo, pelo contrario, parece ter apertado o passo. Como na cavalgada na descida, o soltar as rédeas estará diretamente ligado a confiança entre cavaleiro e montaria. Quanto maior a sinergia entre ambos, quanto maior a confiança, quanto maior a certeza de que a sela, a ferradura, as redeas, enfim todo o equipamento suportam a velocidade da descida maior será a rapidez e confiança em soltar as rédeas. Não é o mesmo no mundo corporativo?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *