O Ativista da Estratégia
fev./2011 Saulo | Livros que Gostamos

No trabalho de criar a ponte entre dois mundos aparentemente distantes, o da arte de criar estratégias e da ciência de levá-las à implementação, temos presenciado a figura de um personagem crucial nesta jornada: os Ativistas da Estratégia. Tais profissionais são verdadeiros guardiões da estratégia, buscando conectar o mundo da formulação e o da execução.  Este papel vem se configurando inclusive como uma nova e emergente profissão dentro das organizações na nossa região.

A revista América Economia inclusive publicou uma matéria agora no início deste ano onde coloca:

“Chief Strategy Officer: una necesidad que surge en América Latina – Durante la última década emergió tímidamente un personaje prominente en la alta dirección de las empresas, el CSO, una pieza fundamental para la implementación de la estrategia corporativa”. América Economia – 18/01/2011

Figura_Ativista

Buscando dissecar como pensam e agem estes profissionais de estratégia, em abril de 2011, eu e meu colega André Coutinho, em parceria com mais de 30 executivos e consultores que trabalham com estratégia vamos lançar no mercado o livro “O ATIVISTA DA ESTRATÉGIA” pela editora Campus Elsevier.

O livro usa de metáforas e depoimentos extraídos de histórias verídicas para desenhar o arquétipo do O Ativista da Estratégia, traduzido em nove grandes faces, que representam, em conjunto, uma combinação ideal de competências, habilidades e atitudes daqueles profissionais que fazem acontecer à complexa disciplina da estratégia.

Nele iremos aprender com o Jogador de Xadrez  como fazer melhores escolhas e tomar melhores decisões; com o Engenheiro a traduzir à estratégia para a operação de modo que esta possa ser executada e acompanhada; com o Arquiteto, sobre a importância de conceber um processo único e integrado de gestão; com o Educador em como mobilizar e motivar as pessoas; com o Navegador, a como se manter na rota, aprendendo com os erros e monitorando de forma atenta aos fatores exógenos para superar os desafios ao longo da jornada; com o Terapeuta, a importância de perceber o outro e trabalhar a mudança; com o Designer a pensar “fora da caixa” e a desenhar futuros alternativos; com o Empreendedor a assumir riscos e transformar obstáculos em oportunidades; e por fim com o Político, a usar da diplomacia, de negociar e articular buscando conciliar diferentes interesses.

O livro aborda também como as organizações tem estruturado suas áreas de gestão da estratégia, com que papéis e responsabilidades.

Para todos aqueles que trabalham ou pretendem trabalhar com estratégia, que são verdadeiros agentes de transformação de suas organizações, esta obra é imperdível.

2 comentários a O Ativista da Estratégia

  1. Marcos Lima disse:

    Olá Saulo.

    Li o seu livro “Ativista da estratégia” e me identifiquei muito com a face terapeuta do ativista. Sou pós graduando em gestão de projetos e quero me especializar em projetos de mudança organizacional. Tenho lido livros como “Inovação e a nova ciencia” (Margaret Wheatley) e “Em busca de sentido” (Viktor Frankl), com o intuito de estimular reflexões cada vez mais profundas sobre o papel que uma organização tem na sociedade. Que caminhos e livros você me indica para aperfeiçoar meus estudos nesta área.

    Obrigado,
    Marcos Lima

  2. Saulo Bonassi disse:

    Olá Marcos,

    Me parece bem interessante a linha que está seguindo. Afinal projetos
    e mudança tem tudo haver.

    O tema mudança tem vasta e clássica literatura na administração, como
    Kotter em Liderando Mudança. Pessoalmente gosto de me inspirar em
    outras áreas quando falamos da natureza humana e das organizações,
    tenho me encantado cada vez mais pela psicologia. Mas prefiro não
    apontar caminhos, até porque acho que não saberia fazê-lo…e existem
    tantas correntes diferentes e contraditórias. Há aqueles que acreditam
    em “gestão da mudança”, outros que, como citou Mintzberg em um de seus
    livros, pensam que essas duas palavras juntas fazem tanto sentido como
    “guerra santa” e “mãe que não trabalha”.

    Assim mais que apontar caminhos prefiro abrir o diálogo para que
    outros colegas possam contribuir e nos ajudar a pensar nestes temas.

    Um abraço,
    Saulo

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